
A semana ficou marcada por uma nova onda de discussões nas redes sociais após um comentário considerado homofóbico feito pelo deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) contra o humorista Whindersson Nunes. A declaração gerou revolta, trouxe críticas de internautas e reacendeu debates sobre o histórico do parlamentar.
O início da polêmica: o comentário que viralizou
Tudo começou quando Whindersson revelou, em entrevista ao podcast Inteligência LTDA, que, ao longo de seu processo terapêutico, chegou a questionar aspectos da própria sexualidade. O assunto foi tratado com naturalidade pelo humorista — mas acabou sendo usado como ataque pelo deputado.
Nas redes sociais, Bilynskyj publicou duas notícias:
- uma sobre o apoio do pai de Whindersson a Lula
- outra sobre a fala do humorista sobre sua sexualidade
E escreveu:
“Homem que vota no Lula? Já sabem!”
A insinuação foi imediatamente interpretada como um ataque homofóbico e motivado politicamente.
A resposta da internet — e o resgate de processos antigos
A publicação gerou centenas de críticas. Um dos comentários mais compartilhados dizia:
“Whindersson nunca agrediu nenhuma namorada.”
A frase fazia referência direta ao passado de Bilynskyj, que já havia sido alvo de três inquéritos abertos em 2022, sendo dois deles relacionados a denúncias de violência contra a mulher. Todos foram conduzidos dentro dos trâmites legais e com acompanhamento das autoridades competentes.
Além disso, o parlamentar também enfrentou investigação por exercício ilegal da profissão, após dar aulas de tiro enquanto estava de licença médica — episódio que gerou repercussão, já que ele estaria usando distintivo e ministrando aula com a presença até de uma criança de 10 anos.
Demissão e episódio disciplinar que marcou sua carreira
Em 2022, a Polícia Civil comunicou a demissão de Paulo Bilynskyj, fundamentada em uma série de condutas avaliadas pelos conselhos disciplinares internos.
Entre os episódios citados no processo estava o compartilhamento, em sua rede social, de um vídeo produzido por uma escola preparatória para concursos que fazia alusão ao estupro de uma mulher branca por homens negros.
Bilynskyj alegou que o vídeo teria sido publicado por sua noiva sem seu consentimento. Ele afirmou ainda que excluiu o conteúdo após tomar conhecimento da repercussão.
O caso envolvendo a morte da noiva
Outro episódio que voltou a circular nas discussões foi o caso da morte de sua noiva, a modelo Priscila Delgado, em 2020.
Segundo as investigações apresentadas pela Polícia Civil, a morte ocorreu após uma briga entre o casal. Bilynskyj chegou a ser hospitalizado após receber seis tiros, e Priscila foi encontrada sem vida no apartamento dos dois.
Em agosto de 2022, a Justiça decidiu arquivar o processo, acompanhando o entendimento do inquérito que indicou tentativa de homicídio contra o delegado, seguida de suicídio da companheira.
Esse histórico voltou aos holofotes após o comentário contra Whindersson, ampliando ainda mais a repercussão negativa nas redes.
O que essa polêmica revela sobre política, internet e discurso público
O episódio traz à tona debates importantes:
1. O uso de pautas pessoais como arma política
Questionamentos íntimos feitos em ambiente terapêutico foram usados como ataque político — algo que divide opiniões e acende alertas éticos.
2. A responsabilidade de figuras públicas nas redes
Deputados, influenciadores e celebridades carregam alcance massivo. Suas falas têm impacto real.
3. O papel da internet na memória coletiva
Comentários hostis rapidamente fazem com que históricos processuais, investigações e episódios passados sejam recuperados pela opinião pública.
Como manter debates saudáveis na era digital
- Evite transformar questões pessoais em ataques
- Busque fontes confiáveis e diferenciando denúncia, investigação e confirmação judicial
- Questione discursos que estimulam preconceito
- Priorize conversas com responsabilidade emocional e socialhttps://pay.kiwify.com.br/5EgzoCm?afid=YoXi4vEy
