
A fala de especialistas de que o Ocidente deve se preparar para a morte de Vladimir Putin reacendeu uma pergunta que há anos circula nos bastidores da geopolítica: o que realmente acontece com um regime construído em torno de uma única figura quando essa figura desaparece?
Mas o que chama ainda mais atenção é outro detalhe:
a crescente obsessão do próprio Putin pela imortalidade.
A Conversa Sobre Imortalidade: Quando um Líder Começa a Medir o Tempo
Segundo relatos recentes, Putin discutiu com Xi Jinping, em Pequim, temas como transplantes de órgãos, longevidade extrema e imortalidade.
Isso não é conversa casual entre dois líderes.
Isso é sinal de preocupação real com a própria sobrevivência.
E quando um líder autoritário — que governa há décadas, centraliza decisões e mantém controle absoluto — começa a pensar na morte, o sistema inteiro sente.
Por que a morte de Putin seria um terremoto político?
Diferente de democracias estruturadas, onde o poder se distribui entre instituições, a Rússia atual funciona em torno da figura de Putin.
Sua morte repentina poderia gerar:
- Disputa interna entre facções militares
- Conflitos dentro do FSB
- Apetite de poder entre oligarcas
- Tentativas de tomada de controle do Estado
- Instabilidade nuclear e militar
- Reações imprevisíveis em aliados como Belarus e Irã
E sim, o Ocidente precisa se preparar — não por causa de Putin, mas por causa do vácuo que ele deixaria.
A Obsessão de Ditadores Pela Vida Eterna
Putin não é o primeiro líder autoritário a buscar métodos incomuns para prolongar a vida.
Há um padrão histórico:
- Ditadores temem a morte mais do que qualquer inimigo
- Acreditam que são insubstituíveis
- Associam a própria vida ao destino do país
- Enxergam envelhecer como fraqueza
- Procuram ciência, medicina e até pseudociência para “evitar o inevitável”
A conversa sobre transplantes de órgãos não é apenas excentricidade — é um líder tentando estender artificialmente seu tempo no poder.
O sinal que ninguém quer admitir: Putin sabe que está envelhecendo
E quando um líder que controla exércitos, fronteiras, guerras e o maior arsenal nuclear do planeta sente o tempo chegando, o mundo precisa prestar atenção.
A busca pela imortalidade, no fundo, revela:
- Medo de perder o controle
- Medo de deixar o país vulnerável
- Medo de ser substituído
- Medo de julgamentos históricos
- Medo de cair nas mãos dos próprios aliados
Putin pensa em imortalidade porque sabe que o sistema ao redor dele não é imortal.
O que o Ocidente teme de verdade
Não é a morte de Putin.
É o que acontece no minuto depois.
Entre os riscos mais citados por analistas estão:
- Ascensão de alguém mais radical
- Fragmentação interna da Rússia
- Escalada militar inesperada
- Descontrole de armas nucleares
- Confusão política que afete países vizinhos
- Aumento do poder de militares agressivos
Um regime que depende de um único homem normalmente morre com ele.
Ou pior: entra em modo de sobrevivência descontrolada.
A morte de Putin não significa o fim do problema — pode ser o começo
O alerta dos especialistas não é exagero.
Putin, ao demonstrar preocupação com imortalidade, está mostrando que ele sabe que o tempo está acabando.
E quando líderes assim se sentem ameaçados pelo próprio corpo, pelo envelhecimento e pela natureza, as decisões podem se tornar ainda mais imprevisíveis.https://pay.kiwify.com.br/5EgzoCm?afid=YoXi4vEy
