
O Flamengo não saiu do Mundial com a taça, mas saiu com algo que nem sempre aparece no placar: respeito. A atuação do time rubro-negro contra o Paris Saint-Germain, na final decidida nos pênaltis, repercutiu nos principais jornais esportivos da Europa e gerou elogios pela forma como o clube brasileiro encarou o campeão da Champions League.
O jogo terminou empatado por 1 a 1 no tempo normal e também na prorrogação. Nos pênaltis, o PSG foi mais eficiente e garantiu seu primeiro título mundial. Ainda assim, o que ficou para muitos observadores foi a postura do Flamengo durante os 120 minutos.
Na Espanha, o jornal As destacou a personalidade do time carioca e a maneira como ele se comportou diante de um adversário mais rico e tecnicamente estrelado.
“Este Flamengo, que venceu o Chelsea no Mundial, é uma equipe com carisma, uma torcida única e capaz de coisas impensáveis”, escreveu o diário espanhol.
Time não se escondeu em nenhum momento
Outro jornal espanhol, o Marca, seguiu a mesma linha. Para o veículo, o Flamengo perdeu, mas perdeu “com honra”, depois de sustentar o jogo até o último instante.
“O Flamengo de Filipe Luís caiu com honra levando a final até os pênaltis. Longe de se retrair, foi mais eficaz na prorrogação contra um PSG que só encontrou espaço nos acréscimos”, analisou o jornal.
A publicação também chamou atenção para o peso emocional da decisão. O clube esteve muito perto de conquistar um título que não vem desde 1981, quando a geração liderada por Zico marcou época no futebol mundial.
Um jogo de detalhes
Dentro de campo, o roteiro foi tenso. O PSG abriu o placar com Kvaratschelia após uma falha do goleiro Rossi, num lance que mudou momentaneamente o clima da decisão. O Flamengo, no entanto, não se perdeu.
O empate veio com Jorginho, em cobrança de pênalti sofrido por Arrascaeta. A partir daí, o jogo entrou em um ritmo mais travado, com erros, nervosismo e poucas brechas.
Na prorrogação, o Flamengo chegou a ser mais presente no ataque, enquanto o PSG apostava na qualidade individual para tentar resolver. A última grande chance dos franceses veio apenas nos acréscimos, em mais um lance que passou perto de mudar tudo.
Pênaltis definem campeão
A decisão por pênaltis começou bem para o Flamengo, com De La Cruz convertendo a primeira cobrança. Vitinha respondeu para o PSG logo depois. Na sequência, o time brasileiro desperdiçou as quatro cobranças seguintes, o que acabou selando o título para os franceses.
O PSG, campeão europeu, comemorou seu primeiro Mundial de Clubes e voltou a Paris já pensando no próximo compromisso, pela Copa da França.
Mais do que o resultado
A derrota não apaga o que o Flamengo construiu ao longo do torneio. A vitória sobre o Chelsea, a forma como enfrentou o PSG e a reação da imprensa europeia reforçam a sensação de que o clube conseguiu se colocar em outro patamar de competitividade.
Não é comum ver jornais tradicionais da Europa tratando um time sul-americano com esse tipo de respeito, principalmente em um cenário em que a diferença financeira pesa tanto.
Um passo adiante
Para o Flamengo, o Mundial deixa uma mistura de frustração e confiança. Frustração pelo título que escapou nos detalhes. Confiança por saber que, mesmo diante de gigantes, é possível competir, incomodar e, em certos momentos, controlar o jogo.
Às vezes, o futebol não entrega o final sonhado. Mas entrega sinais. E, desta vez, os sinais foram claros. https://kiwify.app/mgQzOnD?afid=ZJebS4gz
